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Posts Tagged ‘Salvação’

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Ouve-se muito de pregadores adventistas a seguinte declaração: “Jesus não vai mudar você quando ele voltar, você vai pro céu com o mesmo caráter que tem agora!”
Esse apelo é baseado numa passagem de Ellen White que diz o seguinte:

Sairemos da sepultura com a mesma disposição que manifestamos em nosso lar e na sociedade. Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem de ser efetuada agora. Nossa vida diária está determinando o nosso destino. Precisamos arrepender-nos dos defeitos de caráter, vencê-los pela graça de Cristo e formar um caráter simétrico neste período de prova, a fim de que sejamos habilitados para as mansões lá do alto.” (Eventos Finais, 295) 

Uma primeira observação importante: ela não diz caráter perfeito e sim simétrico. Ademaiso contexto original da passagem (Manuscript Releases 13:82) revela que Ellen White está falando sobre a influência dos pais sobre os filhos e da importância do cuidado com as palavras usadas no lar,  pela demonstração de amor, afeto, paciência etc.
George Knight em seu livro “Como Ler Ellen White” nos adverte sobre a importância de discernir entre declarações de Ellen White que apontam para um ideal e as que falam do real:
Ellen White constantemente entristeceu-se com os que selecionam de seus escritos “as expressões mais fortes dos testemunhos e sem fazer uma exposição ou um relato das circunstâncias em que são dados os avisos e advertências, querem impô-los em todos os casos. […] Escolhendo algumas coisas nos testemunhos, impõem-nas a todos, e, em vez de ganhar almas, repelem-nas. Quando Ellen White fala do ideal, ela emprega sempre sua linguagem mais forte. É como se ela sentisse a necessidade de falar em alta voz para ser compreendida.”  (George Knight, “Como Ler Ellen White,”  99, http://www.scribd.com/doc/66084171/Como-Ler-Ellen-White).
Creio que o problema da interpretação dessa passagem é confundir natureza pecaminosa com caráter. É possível desenvolver um caráter que está constantemente voltado às coisas de Deus, apesar de nossa natureza pecaminosa, que será removida por ocasião da vinda de Cristo. É possível viver “com os pés na terra e olhos no céu” como diz a famosa canção. Por isso,  o uso que é feito dessa passagem infelizmente tende a apoiar o perfeccionismo, que não é seu objetivo! Sem dúvida, tal leitura acaba colocando Ellen White contra o apóstolo Paulo que diz
Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. (1 Cor. 15:52-54)
Essa transformação de corruptível para incorruptível também inclui nosso caráter deficiente e imperfeito, nossa natureza pecaminosa, nossas tendências ao mal bem como nosso corpo mortal. O que não mudará será nosso desejo de estar para sempre com Deus, que deve começar hoje!
Por isso, quando Ellen White nos incita a desenvolver um “caráter simétrico” que estará preparado para o céu, creio que seu objetivo não é levar-nos às raias do “perfeccionismo sem pecado” como passaporte para as mansões celestiais, mas sim ao desenvolvimento de uma constante submissão à vontade de Deus e desejo de fazer sua vontade que se revela numa disposição humilde e positiva, serviçal. Afinal, esse é o caráter dos seres não caídos: eles fazem a vontade de Deus de dia e de noite.
Em nossa esfera pecaminosa, desenvolver um caráter que esteja sempre voltado às coisas de Deus é de suma importância, apesar de nossas falhas e limitações da impossibilidade de desenvolver um caráter absolutamente imaculado, sem propensões ao pecado, sem erros ou falhas. Somente Jesus teve um caráter sem propensões ao pecado e por isso ele pode salvar “perfeitamente” os que por Ele se achegam a Deus.
Como saber se nosso caráter está agora preparado para o céu? Ellen White ilumina a questão ao sugerir as seguintes perguntas:
“Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas. (Caminho a Cristo, 58).
E compare a declaração acima com essa:
Eu nunca ousei dizer: “Sou santa, sou sem pecado”, mas procuro fazer de todo o meu coração o que acho ser a vontade de Deus, e tenho a doce paz de Deus em minha alma. Posso confiar o cuidado de minha alma a Deus, como a um fiel Criador, e sei que Ele guardará o que foi entregue aos Seus cuidados. A minha comida e bebida é fazer a vontade do meu Mestre (ME 3, 354).
Aí está o segredo, procurar fazer de todo o coração a vontade de Deus. Ellen White continua:
Não podemos dizer: “Sou sem pecado”, até que seja transformado este corpo abatido, para ser igual ao corpo da Sua glória. Se, porém, procuramos constantemente seguir a Jesus, pertence-nos a bendita esperança de ficar em pé diante do trono de Deus, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante; completos em Cristo, envoltos em Sua justiça e perfeição. (ME 3, 354)
e finalmente:
“Não devemos fazer de nós mesmos o centro, nutrindo ansiedade e temor quanto a nossa salvação. Tudo isto desvia a alma da Fonte de nosso poder. Confiai a Deus a preservação de vossa alma, e nEle esperai. Falai e pensai em Jesus. Que o próprio eu se perca nEle. Ponde de parte a dúvida; despedi vossos temores. Dizei com o apóstolo Paulo: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em Mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim.” Gál. 2:20. Repousai em Deus. Ele é capaz de guardar aquilo que Lhe confiastes. Se vos abandonardes em Suas mãos, Ele vos tornará mais que vencedores por Aquele que vos amou.” (Caminho a Cristo, 60 e 61). 
Não, amigo, nosso caráter não será a chave de ouro que abrirá os portões celestiais. Só entrarão ali os que estiverem cobertos pelo sangue de Jesus, pelos méritos de sua vida e caráter perfeitos e pelo seu sacrifício em nosso favor.
Seja feliz hoje, você foi aceito por Deus em Cristo. Não tente buscar a perfeição sem pecado ou um caráter imaculado. Tentativas desse tipo só levam ao desespero e depressão espirituais. Esse não é o objetivo da vida Cristã. Se isso fosse possível, Jesus não teria dado sua vida por você! Procure as coisas de Deus hoje com todo o seu coração, comece sua vida eterna hoje. Faça seu melhor. Deixe o resto com Deus.“Aquele que crê no filho, tem [hoje] a vida eterna.” João 3:36
Um abraço!
André Reis

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“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”.(Mateus 5:48)

Deus nunca propõe a Seus filhos padrão baixo. O versículo acima, entretanto, não quer dizer ser perfeito em sabedoria, como Deus o é, pois somos finitos. Não quer dizer perfeito em poder como Ele o é, porquanto Sua esfera é infinitamente mais alta que a nossa. Quer, porém, dizer que devemos amá-Lo perfeitamente, de todo o coração, entendimento, alma e forças. Isto é o que Deus deseja, pois Seus olhos “passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. Em algumas traduções encontramos: “cujo coração é perfeito para com Ele”. II Crôn. 16:9.

A palavra grega que aparece em Mateus 5:48 é teleios, literalmente significando, maduro, completo, que atingiu o alvo. Em I Cor. 14:20 Paulo emprega teleioi denotando física e intelectualmente homens amadurecidos.

O sentido de perfeito em Mateus 5:48 é que Deus exige de nós perfeição em nossa esfera como Deus o é na Sua. Deus deseja de nós o serviço mais perfeito que nos é possível prestar a Ele.

Joseph Angus em História, Doutrina e Interpretação da Bíblia, pág, 145, comentando a palavra “perfeição” assim se expressou:

“A perfeição se acha definida em várias partes da Bíblia. O termo emprega-se em muitos lugares do Velho Testamento como sinônimo de retidão ou de sinceridade. (Sal. 37:37 em hebraico).

Em o Novo Testamento, significa ou a posse de um claro e exato conhecimento da verdade divina, ou a posse de todas as graças do caráter cristão num grau maior ou menor. A primeira destas significações vê-se em Heb. 5:14, onde se diz que o “mantimento sólido é para os perfeitos, os quais já pelo costume têm os sentidos exercitados para discernir o bem e o mal”; e também se pode ver em I Cor. 2: 6 e em Fil. 3:15. A segunda definição vem em Tiago 1:4, onde “perfeito” significa o mesmo que “completo” na maneira de viver. Na Segunda Epístola de Pedro 1:5 se enumeram os dons que formam o cristão perfeito”.

A seção Consultoria Doutrinária da Revista Adventista, agosto de 1975, pág. 25, à consulta: Pode o cristão ser perfeito?, apresentou a seguinte resposta:

“Se por ‘perfeição’ o consulente quer dizer ausência de pecado, então a resposta é de que jamais na Terra alguém alcançará a perfeição. A não ser um presunçoso ou paranóico, ninguém, em sã consciência poderá afirmar estar sem pecado. Só Cristo pôde dizê-lo.

“Entretanto, os cristãos reais, os nascidos de novo, podem falar em serem perfeitos, desde que estão justificados pela fé. É que a perfeição de Cristo lhes é atribuída. Assim como Jesus foi considerado pecador da pior espécie quando na verdade era inocente, assim a pessoa que confia unicamente em cristo para salvar-se é considerada inocente, quando na verdade é culpada. Na epístola aos Romanos, Paulo, repetidamente, diz que os que confiam em Cristo para a salvação são considerados por Deus como perfeitos. Toda esta questão deve ser considerada como uma transação legal realizada por Deus. Na realidade Jesus não era culpado, e nós não somos inocentes. Isto, em termos teológicos denomina-se “justificação pela fé”. Tudo é iniciativa divina, e a parte do homem consiste apenas em atender ao chamado de Deus, lançando-se nos braços de Cristo. E a justificação se opera, não porque o pecador se sinta justo, mas sim porque Deus o declara justo. Neste relacionamento com Cristo devemos permanecer e crescer. E quando isto ocorre, devemos, sem dúvida melhorar nossa vida, nossos hábitos, nosso relacionamento com Deus e com o próximo. E assim recebemos a justiça comunicada de Cristo, que nos habilita a vencer as tentações, bem como a obedecer aos reclamos divinos. Não adianta dizer que confiamos numa pessoa, se não aceitamos seus conselhos.

“É verdade que, mesmo justificados, nosso comportamento nunca se tornará impecaminoso. Encontramos pessoas que parecem boas e nobres mas não pretendem firmar santidade. Em suma, somos perfeitos, no conceito teológico, porque a justiça perfeita de Cristo nos foi atribuída.

“Devido ao nefasto legalismo que lamentavelmente impera ainda em mais de 70% de nossos membros, a verdade maravilhosa e confortadora da justificação pela fé fica obscurecida, e vemos, não raro, pessoas graves, mal-humoradas, que têm conflitos íntimos e julgam que não serão salvas, mortificadas com algum pecado cometido, julgando-se abandonadas por Deus. Falta-lhes o sorriso que reflete o gozo do Espírito Santo, produzido pela paz de quem é justificado. Rom. 5:1. Tornando-se pessoas críticas, malcontentes com tudo; exigentes demais com os outros, maldizentes, acusadoras, etc.”

Texto de Autoria de Pedro Apolinário extraído da Apostila Leia e Compreenda Melhor a Bíblia.

Fonte: Sétimo Dia

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Deus não só nos tirou toda a desculpa para continuar no pecado, depois de o termos reconhecido como tal, como há grande perigo em assim proceder. Esse hábito de pecar e arrepender-se, de adiantar-se e apostasiar, envolve o cometimento do pecado imperdoável.

O apóstolo, depois de haver advertido aos hebreus que ainda necessitavam que se lhes ensinasse os primeiros rudimentos da experiência cristã, quando, visto o tempo que professavam a Cristo, deviam já ser mestres dos outros, os incita a caminhar para a perfeição. O motivo para esta séria exortação, ele lhes dá nas seguintes palavras: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, se vierem a recair, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a benção de Deus; mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada e perto está da maldição; cujo fim é ser queimada.” Heb. 6:4-8.

Deus não rejeita arbitrariamente uma alma. Quando a chuva muitas vezes repetida de sua graça não produz fruto permanente, mas em lugar do fruto se apresentam unicamente espinhos e abrolhos, então nada mais resta senão a rejeição e a destruição pelo fogo. Caro leitor, já tendes sido iluminado quanto aos vossos pecados em que ainda viveis? Tendes já provado a palavra de Deus e sua virtude purificadora? Conheceis o modo de se conseguir a vitória pela fé na sua promessa? Tendes já alguma vez experimentado essa vitória? Então há grande risco para vós em voltar a produzir espinhos e abrolhos. Se produzirmos espinhos, conhecendo que são espinhos e não ignorando o meio da graça divina que nos torna capazes de produzir os frutos do Espírito, que recurso ainda resta a Deus senão o da rejeição e da destruição pelo fogo? Tudo que Ele tem para nos fazer frutificar são as chuvas de sua graça e virtude, mas que será, se, depois destas ”muitas vezes terem vindo sobre nós” o resultado só for espinhos e abrolhos? O caso se resume numa única sentença: avançar para a frente ou perecer: a apostasia deve ter um termo, o pecado cessar. Contudo há ainda esperança para aqueles que, visto o tempo que professam a Cristo, já deviam ser mestres, mas ainda necessitam que se lhes ensine os princípios da experiência cristã.

Foi a esta mesma classe de apostasiados que a palavra foi dirigida com o fim de incitá-los a “avançar para a perfeição.” Ela dá esperança para aqueles que estão tão “perto” de cometer o pecado imperdoável. “Porém, ó amados”, continua o apóstolo, “de vós esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação (frutos do Espírito), ainda que assim falamos.” V.9

O pecado contra o Espírito Santo não consiste nalgum pecado tão torpe que Deus não possa perdoar; “porque todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens.” Mas se nós continuarmos a negligenciar o nosso dever, se sufocarmos a convicção que o Espírito Santo opera em nós, recusando renunciar pecados que Ele nos tem revelado, os nossos corações se endurecem e podemos atingir a uma condição em que será impossível “renovar-nos para arrependimento;” colocamo-nos a nós mesmos fora do alcance do Espírito de Deus, a única coisa que nos pode convencer de pecados e mudar o Ímpio e enganoso coração do homem. Nenhum coração é mais endurecido que aquele que despreza o convite da graça e se obstina contra o Espírito de Deus. O pecado mais comum contra o Espírito Santo é a negligência persistente do seu convite para o arrependimento. Foi assim que os judeus pecaram contra o Espírito Santo. Cada passo para a frente na rejeição de Cristo é um passo dado no sentido da rejeição da salvação, um passo para o pecado imperdoável. Rejeitando a Cristo, o povo judeu cometeu esse pecado, e pela negligência ou desprezo do convite da graça incorremos nele também.”

Amados, avancemos para a frente, caminhemos para a perfeição! Temos de avançar ou perecer. Mas como avançar? Se não estais avançando é porque tendes chegado a uma prova em vossa vida diante da qual estacastes, em vez de vencê-la pela fé na promessa de Deus. A sua promessa é esta: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e purificar-nos de toda a injustiça.” (1 João 1:9).

Qual foi essa prova diante da qual tendes recuado? Qual é esse pecado que tendes deixado de tirar do meio pela fé na graça de Deus? Ou se é mais de um, quais são esses pecados? Confessai-os a Deus e crêde que ao mesmo tempo que Ele os perdoa, também Ele vos purifica dos mesmos. Se são pecados que tendes cometido uns contra outros, “confessai vossas culpas uns aos outros, para que sareis.” Fazei-o agora mesmo. Se são culpas que se entendem com pessoas que não podeis atingir pessoalmente, escrevei-lhes a vossa confissão. Fazei-o já. Satanás vos diz: “Deixai-o para amanhã,” o Espírito de Deus vos exorta: “Fazei-o hoje mesmo.” Tendo confessado as vossas culpas, impetrai o perdão de Deus. Tendes a promessa dEle de que, isto feito, Ele vos perdoa. Mas com o perdão e a purificação desses vossos pecados suplicai-Lhe também a virtude para no futuro vencer tais tentações. “Pedi e recebereis.” “Esta é a Vitória que venceu o mundo, a nossa fé.” “Qualquer coisa que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis.” Será assim se o crerdes. Não espereis sentir que estais perdoado e purificado; mas dizei; “Eu creio, não porque o sinto, mas porque Deus o prometeu. Tendo feito isto, dai testemunho do fato. Se crerdes que estais perdoado e purificado desses pecados, Deus o tornará um fato e estais salvo. Assim procedei com todo o pecado de que fordes convencido pelo Espírito Santo e avançareis para a perfeição, fugindo do risco de cometer o pecado imperdoável.

Artigo publicado na Revista Adventista de Março de 1908.

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O site B4U-ACT, na postagem “Pedophilia, Minor-Attracted Persons, and the DSM: Issues and Controversies”, está promovendo um simpósio no qual se defenderá a ideia de que a pedofilia deve ser incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo o site, essa ação terá enorme impacto sobre as crenças e práticas dos profissionais de saúde mental, sobre o sistema de justiça criminal, os meios de comunicação e o público.

Há uma década, o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente e mestre em História da Ciência Enézio de Almeida Filho disse e foi mal compreendido: quando a agenda homossexual fosse aprovada e aceita pela sociedade, seria pedida a liberação da pedofilia.

E nesta semana, a revista Veja traz uma entrevista com o psiquiatra e escritor inglês Anthony Daniels, mais conhecido como Theodore Dalrymple (pseudônimo). Ele critica as teorias sociológicas e psicológicas que produzem cidadãos que não assumem suas responsabilidades e logo de cara dispara: “Rousseau difundiu a ideia de que o ser humano é naturalmente bom, e que a sociedade o corrompe. Eu não sou religioso, mas considero a visão cristã de que o homem nasce com o pecado original mais realista. Isso não significa que o homem é inevitavelmente mau, mas que tem de lutar contra o mal dentro de si. Por influência de Rousseau, nossas sociedades relativizaram a responsabilidade dos indivíduos. O pensamento intelectual dominante procura explicar o comportamento das pessoas como uma consequência de seu passado, de suas circunstâncias psicológicas e de suas condições econômicas [ou ‘preferências’ sexuais]. Infelizmente, essas teses são absorvidas pela população de todos os estratos sociais. Quando trabalhava em prisões, com frequência ouvia detentos sem uma boa educação formal repetindo teorias sociológicas e psicológicas difundidas pelas universidades. Com isso, não apenas se sentiam menos culpados por seus atos criminosos, como de fato eram tratados dessa maneira. Trata-se de uma situação muito conveniente para os bandidos, pois permite manter a consciência tranquila. Podem dizer que roubam porque não tiveram oportunidades de estudo, porque nasceram na pobreza ou porque sofreram algum trauma de infância, entre outras desculpas.”

Pelo visto, o mundo está cheio de desculpas para o pecado. [Michelson Borges]

Comentário: A desculpa para o pecado vai ficando cada vez mais sofisticada. Começou assim com homem “A mulher que tu me deste”, enquanto que a mulher por sua vez “foi a serpente”. É bem verdade que o meio em que vivemos pode nos corromper, nesse ponto Rousseau estava certo. Mas o ser humano não nasce bom, podemos dizer que ele nasce “inocente”. Conformo vai crescendo as facetas do caráter vão se revelando, é a natureza humana, ou podemos também dar o nome de natureza pecaminosa. A sociedade corrompe, mas o homem também corrompe a sociedade, é um círculo. Mas Deus, em seu infinito amor pelas criaturas que saíram de suas mãos, nos deixou uma fórmula de escape. Um meio de salvação. Ele disse “porei inimizade entre ti e a serpente”, noutras palavras “você não precisa ficar a mercê se sua própria natureza pecaminosa, Eu posso mudá-la. Confie em Mim e transformarei o teu caráter, você será inimigo do mal, porque farei crescer o bem em seu coração.” Emerson Freire

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“E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gn 1:4

Encontramos nos primeiros versos do Gênesis a descrição da obra criadora de Deus, e é interessante notar que o Seu trabalho se deu da desordem para a ordem. A Terra era sem forma, e o trabalho de Deus em seis dias foi o de dar forma a este planeta.

Outro detalhe interessante é o método empregado na obra criadora. A cada momento Ele fazia “separação” entre um elemento e outro. Separação entre luz e trevas, separação entre águas e águas, separou também as águas da terra, a terra como porção seca e as águas separadas como mares. Separou o dia e a noite, com luminares para cada período. Cada coisa no seu devido lugar.

Tudo que Deus criou era “bom”. Não havia imperfeições e tudo estava sob Seu comando e administração.

Após o pecado instalou-se um novo tipo de caos. O caos anterior à criação era diferente desse caos, o primeiro fazia parte do plano de Deus o segundo não. Porém, da mesma forma que Deus rearranjou as coisas no início, trataria de rearranjar agora, após a queda do homem. E o método continuou o mesmo.

Disse Deus “porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente”. Vê-se aqui uma nova “separação”. Deus diz que poria inimizade entre a serpente (símbolo do pecado e do mal) e a mulher (símbolo do seu povo, sua igreja), separando assim um do outro. Eis o plano da Redenção. Separar o homem do pecado. Aniquilar sua natureza pecaminosa e instaurar a natureza justa e santa de Cristo.

Este método do Pai também se aplica a tudo o mais que diz respeito a nossa vida. Quantos não estão prontos a dizer que sua vida é um “caos”? Os problemas que se avolumam, os transtornos que nos perseguem, as tempestades furiosas da luta pela sobrevivência e busca da felicidade. Tudo isso é caótico. Mas o mesmo Deus que trouxe ordem ao mundo nos seis dias da criação, o mesmo Cristo que deu a vida para extinguir o caos do pecado, esse mesmo traz calmaria para a nossa vida conturbada.

Cristo é nosso Pai pela criação, é nosso Pai pela redenção, e é nosso Pai cuidadoso disposto a resolver os problemas e garantir a vitória. Entreguemos tudo em suas nas mãos, assim Ele poderá transformar uma situação de caos em momento de ordem e paz. Assim como um dia acalmou a tempestade para alívio dos discípulos, da mesma forma pode fazer surgir a bonança de paz em nossas vidas.

Por Emerson Freire

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