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Archive for the ‘Escatologia’ Category

Os crentes são considerados “ameaça à segurança nacional”

Quando Kim Jong Un sucedeu seu pai, Kim Jong Il, a comunidade internacional esperava que a Coreia do Norte diminuísse ou eliminasse de vez uma série de restrições para os cidadãos do país. A posse de Kim Jong II como ditador foi marcada por intensa perseguição e execuções dos cristãos e quando Kim Jong Un assumiu, o mesmo não se repetiu, passando uma mensagem de esperança de um futuro de tolerância no país.

De fato, proibições sobre alimentos ocidentais, como pizza e batatas fritas, e as restrições ao uso de telefones celulares, por exemplo, chegaram ao fim, explica Ryan Morgan, analista do International Christian Concern.

“O novo governante foi mostrado na televisão estatal, sorrindo estranhamente e visitando um parque de diversões”, disse Morgan.

No entanto, os habitantes dessa nação comunista isolada não possuem nenhuma evidência de qualquer melhoria na condição da igreja perseguida. “Não ouvimos qualquer relato de melhora para os cristãos no país e não temos motivos para acreditar que alguma coisa mudou”, revela.

“O regime norte-coreano ainda tem mais de 70.000 cristãos aprisionados em campos de concentração”.

Morgan explicou que um cristão fiel e toda sua família podem ir para a prisão por toda a vida apenas pelo “crime” de possuir uma Bíblia. O analista diz ainda que um recente relatório da Comissão Sobre a Liberdade Religiosa Internacional afirma que o regime norte-coreano está cada vez mais tratando as crenças religiosas como “ameaças potenciais à segurança do país”.

O relatório diz que o regime oferece recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de pessoas envolvidas na distribuição de literatura cristã. O ministério Portas Abertas relata que a segurança nas fronteiras com a China e a Coreia do Sul não é mais a responsabilidade do exército.

“O serviço secreto assumiu a responsabilidade de guardar as fronteiras. Eles pegam os contrabandistas e os forçam a espionar as redes de cristãos na China, especialmente aquelas que ajudam os refugiados”, disse um representante do Portas Abertas.

Os crentes na Coreia do Norte continuam sendo extremamente cuidadosos por causa da perseguição, mas afirmam estarem mais preocupados com seus ministérios do que com o novo ditador. “Os cristãos prestam atenção em Kim Jong Un, mas estão mais preocupados em fazer a obra de Deus”, disse a fonte. “Nosso trabalho não tem sido afetado por estas novas resoluções”. O Portas Abertas indica que a Coreia do Norte ainda está em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo.

“Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar o fundador da Coreia do Norte, Kim II-Sung [avô do atual líder].

Qualquer forma de adoração a outra pessoa além do ‘Grande Líder’ (Kim II-Sung) e do “líder supremo”(Kim Jong-II) é visto como traição. Cristãos norte-coreanos são frequentemente presos, torturados ou até mortos por sua fé em Jesus Cristo”, afirma o relatório da organização.

“Metade da população vive no norte, perto da China, onde existe a maior redes de igrejas subterrâneas. Em todo o país, cerca de dez milhões de habitantes estão desnutridos, com milhares de pessoas sobrevivendo apenas comendo grama e cascas de árvore”, finaliza o Portas Abertas.

Fonte – Gospel Prime 

Comentário do Emerson: É estranho tomar conhecimento de algo tão, aparentemente, improvável como isso. Cristãos vivendo em campos de concentração. De imediato vem a nossa mente os dias da Segunda Guerra, ou os gulags soviéticos, até mesmo a não tão distante Idade Média onde cristãos matavam cristãos. O que podemos concluir é que o tempo passa e o ser humano, a despeito de toda experiência acumulada, continua cometendo os mesmos erros.

Para quem sonha com um futuro promissor aconselharia repensar toda a realidade circundante. Vivemos dias obscuros, apesar de toda informação e avanço em todas as áreas da ciência. Houve um homem que disse que seria assim, Ele nos informou que quando voltasse encontraria o mundo nas piores condições possíveis. E a boa notícia é que esse homem, quando voltar, vai começar uma obra de restauração. Esse homem é o mesmo que planejou todo o nosso universo, e está em seus planos concertar tudo aquilo que o pecado desconfigurou. Hoje Ele convida os seres humanos a tomarem parte nessa obra de restauração. O convite foi feito a mim e a você. Qualquer um de nós tem a chance de escolher o lado em que vai ficar. Escolha o seu. Esse homem que nos chama é Jesus, o Cristo que viveu em Nazaré, foi morto por nós mas ressuscitou. Hoje habita as cortes celestiais, o Santuário do Céu onde trabalha na restauração do caráter de Deus nos seus filhos. Terminada essa obra partirá para a restauração de todas as coisas. Escolha hoje, escolha agora.

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E um dos quatro animais deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive para todo o sempre.
E o templo encheu-se com a fumaça da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos.
Apocalipse 15:7-8

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Mini documentário amador, mas que encerra verdades avassaladoras. Assistam e reflitam, pois tudo o que será mostrado no vídeo está se cumprindo bem diante dos nossos olhos. Falta pouco meus irmãos, passou da hora de acordar do sono.

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O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Jl 2:31; Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25; Ap 6:12, 13). Os adventistas creem que estes sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas pelos menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais identificações.

Terremoto de Lisboa - 1 de Novembro de 1755

Um dos argumentos é que esses acontecimentos não passariam de fenômenos naturais, reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados cumprimentos proféticos. Devemos reconhecer, no entanto, que esses fenômenos são “sinais” (Lc 21:25) mais importantes pelo seu significado do que pela sua própria natureza. Além disso, em várias outras ocasiões Deus usou meios naturais com propósitos espirituais. Por exemplo, o dilúvio envolveu água e uma arca (Gn 6-8); e entre as pragas do Egito haviam rãs, piolhos, moscas, pestes, úlceras, saraiva, gafanhotos e trevas (Êx 7-12). De modo semelhante, os sinais cósmicos, mesmo podendo ser explicados cientificamente, apontavam para importantes realidades espirituais.

Outro argumento usado contra as identificações acima mencionadas é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda vinda de Cristo para ainda ser consideradas sinais desse evento. Mas Cristo deixou claro que esses sinais deveriam ocorrer “logo em seguida à tribulação daqueles dias” (Mt 24:29), ou seja, próximo ao término dos 1.260 anos de supremacia papal (Dn 7:25). Apocalipse 6:12-14 esclarece que a sequência terremoto>sol>lua>estrelas ocorreria no contexto da abertura do sexto selo, e não do sétimo selo, que é a segunda vinda de Cristo. William H. Shea, em seu artigo “A marcha dos sinais”, Ministério, maio-junho de 1999, p. 12-13, identifica a seguinte sequência profética: (1) o grande terremoto de 1755; (2) o dia escuro de 1780; (3) o juízo sobre a besta em 1798; (4) a queda das estrelas em 1833; e (5) o início do juízo investigativo pré-advento em 1844. Assim como o grande terremoto e o dia escuro precederam o juízo sobre a besta, a queda das estrelas antecedeu o início do juízo investigativo.

Um terceiro argumento contra tais identificações é que o terremoto de Lisboa em 1755 não foi o mais intenso abalo sísmico já registrado. Independentemente de sua intensidade, o terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em temos proféticos. Como prenúncio do término dos 1.260 anos de supremacia papal, o terremoto ocorreu em um domingo, Dia de Todos os Santos, quando os devotos católicos estavam reunidos em suas igrejas, e nenhum dos supostos santos os conseguiu proteger. Otto Friedrich, em sua obra O fim do mundo (Rio de Janeiro: Record, 2000), p. 227-271, afirma que alguns padres e freiras anteviram em sonhos e visões que Lisboa seria destruída.

A posição tradicional adventista é confirmada em Nisto Cremos: as 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), p. 417-419; e Tratado de Teología Adventista del Séptimo Día (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2009), p. 1015-1017. Ellen G. White, em O Grande Conflito, p. 636-637, reconhece que, por ocasião da segunda vinda de Cristo, “o Sol aparecerá resplandecendo” à meia-noite e um “grande terremoto” abalará a Terra (Ap 16:18). Mas na mesma obra (p. 304-308, 333-334), a Sra. White assegura que os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel (Jl 2:31), por Cristo (Mt 24:29; Mc 13:24, 25; Lc 21:25) e pelo apóstolo João (Ap 6:12, 13) se cumpriram respectivamente em 1755, 1780 e 1833. Portanto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia aceita os eventos ocorridos nessas datas como sendo os sinais preditos em Mateus 24:29.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2010).

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A grande crise final se aproxima. Para fazer face às suas tentações e estar na altura de nossos deveres será necessário uma fé perseverante. Podemos, porém, triunfar gloriosamente; nenhuma só alma que vela, ora e crê, será enredada pelo diabo.

Ao tempo da provação que está diante de nós, a garantia da assistência divina estará com aqueles que guardaram “a palavra da Sua paciência.” Cristo dirá a seus filhos: “Vai pois, povo meu, entra nos teus quartos, e feche as tuas portas sobre ti : esconde-te por um só momento, até que passe a ira.” Isa. 26:20. O leão de Judá, tão terrível para aqueles que O rejeitam, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e sinceros. A coluna de nuvem, que significa ira e terror para os transgressores da lei de Deus, será luz, misericórdia e libertamento para aqueles que guardam os seus mandamentos. O braço forte para destruir os rebeldes, será forte também para libertar aqueles que crêm. Toda a alma sincera certamente será recolhida. “Enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, e ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma á outra extremidade dos céus.’, Mat. 24:31.

Irmãos, a quem as verdades da palavra de Deus foram reveladas, que parte preenchereis nas cenas finais da historia deste mundo? Estais cônscios de suas solenes realidades? Compreendeis a grande obra da preparação que está se efetuando no céu e na terra? Que todos, que receberam a luz da verdade, e que tiveram uma oportunidade de lêr e ouvir tais profecias, atentem para as coisas que nelas estão escritas, “porque o tempo está próximo.” Que ninguém transija com o pecado, a fonte de toda a miséria neste mundo. Não continueis mais em letargia e estúpida indiferença. Não permitas que o destino de vossa alma dependa de casualidades. Estai seguros de que vos acheis realmente do lado do Senhor. Que de corações sinceros e lábios trêmulos saia espontaneamente a pergunta: “Quem poderá subsistir?” Acaso tendes estado empregando nestas últimas horas preciosas de provação o melhor material possível na formação de vosso carácter? Tendes tido o cuidado de vossa alma, purificando-a de toda a nódoa do pecado ? Tendes vos esforçado por andar na luz? Tendes obrado em conformidade com a vossa profissão de fé?

Acaso a influência suave e regeneradora da graça de Deus tem estado operando em vós? Tendes corações que sentem, olhos que vêm e ouvidos que ouvem? Acaso a declaração das verdades eternas concernentes às nações tem sido feita em vão? Elas estão debaixo da condenação, caminhando para o juizo de Deus, pelo que nestes dias, prenhes de resultados eternos, o povo escolhido para depositário de verdades tão momentosas, devia estar fundado em Cristo. Estais fazendo a vossa luz resplandecer diante dessas nações que estão perecendo nos seus pecados? Compreendeis que deveis tomar a defensiva pelos mandamentos de Deus diante daqueles que os estão calcando a pés?

É possível ser um crente parcial e de nome, e contudo ser achado em falta e perecer. É possível praticar alguns dos preceitos da Bíblia e ser considerado como um bom cristão, e contudo perder-se por falta da qualificação essencial a um verdadeiro crente. Se negligenciardes ou tratardes com indiferença as advertências de Deus, se condescenderdes ou excusardes o pecado, selareis a sorte de vossas almas. Sereis pesados na balança e achados em falta. A graça, a paz e o perdão vos serão tirados para sempre; Jesus terá passado por vós, para não tornar mais ao alcance de vossas orações e de vossas súplicas. Enquanto dura a Sua misericórdia, enquanto Ele estiver fazendo intercessão por nós, procuremos fazer uma obra completa para a eternidade.

Texto de E. G. White. Publicado na RA de Janeiro/1908.

Do blog Sétimo Dia.

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Os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano, de acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks e antecipados nesta quinta-feira pela revista italiana L’Espresso. Segundo os documentos, a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado os embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na internet para acompanhar as novidades do governo pontifício. “O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios”, orientou o Departamento de Estado. Os relatórios, que serão publicados na sexta-feira pela revista, informam que os Estados Unidos consideram o Vaticano um modelo a ser estudado com atenção. “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos. O Departamento de Estado americano ainda apontou que a relação do país com o governo pontifício deve ser construída com cuidado. “Tudo depende da relação que possamos construir: devemos trabalhar juntos quando as nossas posições são complementares, assegurando que a nossa linha seja compreendida quando são divergentes”, dizem os textos.

Fonte: Veja

Nota: Há um século (quando isso era inconcebível), Ellen White escreveu: “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo [de onde vêm, por exemplo, as principais produções espíritas do mundo]; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 588). Será que falta muito para que essa tríplice união seja consolidada? Tarefa de casa: reler atentamente o capítulo 13 do Apocalipse. [Michelson Borges]

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A mais de Cento e cinquenta anos atrás no mês de novembro, uma espetacular chuva de meteoros caiu sobre a América do Norte. Os estudantes da profecia bíblica, viram neste evento, o cumprimento das palavras de Cristo em Marcos 13:25-26: “as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória”.

Este dramático evento astronômico prendeu a imaginação popular como nenhum outro, exceto talvez, pelas missões lunares da Apolo e o cometa Halley. As palavras do Apocalipse descreveram literalmente o que dezenas de milhares de pessoas viram: “E as estrelas do céu caíram sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte” (Apoc. 6:13). Ellen White escreveu: “Esta profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem registrado” (O Grande Conflito pág 333).

William Miller já estivera pregando a profecia bíblica por vários anos quando esta ocorrência espetacular concentrou atenção adicional em sua mensagem.

Numerosas testemunhas testificaram a natureza incomum do evento. O Professor Denison Olmsted, de Yale, escreveu: “Para formar uma idéia do fenômeno, o leitor pode imaginar uma constante sucessão de bolas de fogo, semelhantes à foguetes, irradiando em todas as direções a partir de um ponto no céu. . . [Houve] meteoros de vários tamanhos e graus de esplendor: alguns simples pontos, mas outros eram maiores e mais brilhantes do que Júpiter ou Vênus”. (1)

O Dr. Humphreys, presidente do St. John’s College em Annapolis, declarou: “Durante o período imediatamente anterior ao amanhecer, o evento foi observado por muitas pessoas inteligentes na cidade, cujas declarações coincidem mais perfeitamente, quanto ao número quase infinito de meteoros. Nas palavras da maioria dos observadores, eles caíram como flocos de neve”. (2)

Embora muitas vezes os meteoros fossem observados, a sua causa foi mal compreendida até o final do século XVIII. Repercutindo séculos de superstição na interpretação dos fenômenos naturais, muitos cientistas não estavam dispostos a aceitar os relatórios populares, independentemente de quão bem documentados eles fossem. Por exemplo, quando a Academia Francesa de Ciências enviou uma comissão para Luce para examinar as circunstâncias da queda de um meteorito, apesar do testemunho unânime de numerosas testemunhas oculares, a Comissão concluiu que a pedra não caiu do céu, mas foi atingida por um raio. (3)

Thomas Jefferson disse que ele preferia acreditar que um professor Yankee mentiria do que acreditar que as pedras pudessem cair do céu (4). No entanto, ao início do século XIX os cientistas reconheceram a natureza geral dos meteoros como massas de pedra ou metálicas aquecidas a temperaturas incandescentes pelo atrito com a atmosfera.

Iniciado o Estudo Científico

O chuveiro meteórico de 1833 marcou não só o cumprimento de uma profecia bíblica, mas foi o evento que lançou o início do estudo científico de meteoros de uma forma abrangente. Muitos observadores dessa chuva de meteoros observaram que as trilhas dos meteoros pareciam irradiar de um ponto comum no céu, perto do pescoço da constelação de Leo ( o Leão). Este indício levou os primeiros pesquisadores a idéia de que o evento resultou de um conjunto disperso de detritos interplanetários cuja órbita atravessou a órbita da Terra. A radiação visível de um ponto no céu foi causada pela perspectiva terrena de observar o fenômeno numa alta altitude. Os cientistas perceberam que a órbita da Terra e os meteoros poderiam se cruzar várias vezes, e que o chuveiro meteórico poderia ser um evento períodico.

Uma similar, porém bem menos divulgada chuva de meteoros, tinha ocorrido na América do Sul em 1799. O bem-conhecido cientista e viajante Humboldt, referiu-se á “milhares de meteoros e bolas de fogo, que se deslocam regularmente de norte a sul, com nenhuma parte do céu tão grande como duas vezes o diâmetro da lua, não preenchida a cada instante pelos meteoros” (5)

Outro viajante no mar ao largo do Cabo da Florida escreveu sobre a chuva de meteoros de 1799: “O fenômeno foi grande e impressionante, o céu inteiro parecia como que iluminado por foguetes. . . que apareciam a todo instante tão numerosos quanto as estrelas” (6) . Relatos de nativos da América do Sul indicaram que uma queda semelhante ocorria a cada 33 ou 25 anos. Baseados nisso, os primeiros pesquisadores vincularam este chuveiro com outros registrados já há muito tempo em 585 DC. (7)

Este grupo de meteoros foi nomeado de Leónidas devido a constelação Leo, da qual eles pareciam irradiar em sua queda no outono de 1833. Foi uma ocasião feliz quando esse fenômeno voltou a ocorrer, como previsto em 1866. No entanto, o número de Leónidas observado em 1866 foi significativamente menor do que os observados em 1833 ou 1799.

Os observadores sofreram agudo desapontamento quando em 1899, a chuva de meteoros não ocorreu conforme o esperado. O autor do livro Meteors escreveu: “É a opinião pessoal do escritor que o fracasso do retorno das Leónidas em 1899 foi o pior golpe já sofrido pela astronomia aos olhos do público”. (8)

Apesar de um bom chuveiro de Leónidas visto em 1932 (embora menos intenso do que 1866) o interesse público pelo fenômeno foi em grande parte perdido. Era suposto por alguns que a repetida interação gravitacional entre o enxame de meteoros e outros planetas tinha removido seu caminho da órbita da Terra e que futuras grandes quedas seriam improváveis (9). Em 16 de novembro de 1966, a noite do próximo retorno programado, meteoros começaram a chegar em uma intensidade moderada de cerca de 50 por hora. Então, pouco antes do amanhecer, o espetacular aconteceu de novo: “A taxa continuou a aumentar, então vimos uma chuva de meteoros se transformar em uma saraiva de meteoros e finalmente tornar-se uma tempestade de meteoros demasiado numerosos para se contar. … O céu cintilante parecia um rádio espintariscópio, e, instintivamente, procuramos nos proteger virando o rosto dos imaginários escombros celestes” (10).

O jornal especializado Sky and Telescope observou: “Esta brilhante exibição rivalizou com o histórico chuveiro de Leónidas de 12 de novembro de 1799, no Peru, e o de 13 de novembro de 1833″ (11).

Para comparar as chuvas de 1833 e 1966, temos de depender mais de descrições qualitativas, uma vez que nenhum único observador viu ambos os eventos. Algumas estimativas quantitativas foram feitas para a queda de 1833 entre 10.000 e 35.000 meteoros por hora (12). Por um intervalo de uma hora antes do amanhecer, em 1966, numerosos observadores treinados apresentaram taxas de 90 mil à 140 mil meteoros por hora (13). O chuveiro de 1966 rivalizava com a célebre queda de 1833.

Certamente este chuveiro nunca entrou na consciência de massa da forma como o seu antecessor fez. Na verdade, o New York Times, para essas datas, não reportou nada sobre o espetáculo celeste visto no oeste dos Estados Unidos.

A queda de 1966 passou despercebida, porque geralmente era vista apenas no Arizona, Colorado, Novo México e Texas, estados de baixa densidade populacional. No Oriente, haviam nuvens. O Sul, quando claro, perdeu o pico da chuva na madrugada, e a Costa Oeste estava nublada. Além disso, o público entendia a natureza dos meteoros melhor do que as pessoas do século XIX, portanto, o evento parecia menos misterioso, além de ser ofuscado pelas notícias de eventos sobre o homem no espaço.

Como podemos entender tais fenômenos naturais em um contexto profético? Um evento natural é visto tendo significado sobrenatural quando o Espírito leva a comunidade de crentes para vê-lo como tal. Alguns podem objetar que esse ponto de vista é muito subjetivo.

Por outro lado, poderíamos supor que um evento natural têm significado profético sempre que for o mais singular evento que se encaixa no esquema profético. Além de ser circular, este ponto de vista corre o risco de invalidar o entendimento profético dos crentes, como a ocorrência de novos eventos ou a descoberta de eventos anteriormente desconhecidos.

Tal visão poderia remover dos crentes, a experiência de reconhecimento de cumprimento profético, colocando-os nas mãos de cientistas e historiadores. A profecia é para os crentes. Exigir que as questões de fé sejam empiricamente demonstráveis é arriscar a fé numa fundação sujeita a ser bombardeada por todo vento e onda de investigação.

Devemos considerar o contexto dos versos bíblicos citados a partir dos Evangelhos e do Apocalipse. Eles não foram ditos exclusivamente para nosso tempo, mas deveriam ter sido compreendidos, de dentro de um patrimônio da literatura apocalíptica, da qual estas imagens foram delineadas por Cristo e João. Os judeus do primeiro século não olhavam para os acontecimentos naturais no meio científico como nós o fazemos. Em uma inversão interessante, sua visão de mundo via os fenômenos físicos como metáforas para a realidade de Deus.

Deus um dia nos colocará para além da condição humana de incerteza e, pessoalmente, visivelmente se manifestará no mundo. Estas palavras proféticas podem ter um significado pessoal para nós, da mesma maneira elas trazem esperança para a interpretação histórica adventista que indica que a vinda de Cristo está próxima, mesmo às portas.

Os primeiros estudantes adventistas da Bíblia viram um significado especial na queda de meteoros de 1833, porque ocorreu em um tempo e lugar onde a atenção especial estava sendo dada aos sinais proféticos do retorno de Cristo. Para eles, o chuveiro meteórico confirmou-lhes a fé, porque viram que ocorreu na seqüência bíblica, após um grande terremoto (1755) e um dia escuro (1780), e perto da conclusão do período de 1260 anos proféticos.

Pode ser que mais uma vez o Espírito vai usar esse elegante evento astronômico para nos lembrar de nossa situação precária neste planeta. Deus graciosamente permitiu-nos tempo para preparar o mundo para seu retorno e nos tem dado avisos de que o evento se aproxima.

Referências
1) ‘Denison Olmsted, Silliman’s Journal, 25:354-431 and 26:132-174, quoted in Charles P. Olivier, Meteors (Baltimore: Williams & Wilkins Co., 1925), p. 24.
2) Humphreys, American Journal of Science, 25:372, quoted inEverett Dick, “The Falling of the Stars,” The Advent Review and Sabbath Herald, Nov. 2, 1933, p. 11.
3) Olivier, op. cit., p. 5.
4) Fritz Heide, Meteorites, trans. by Edward Anders and Eugene DuFresne (Chicago: University of Chicago Press, 1964), p. 66.
5) A. C. B. Lovell, Meteor Astronomy (Oxford: Clarendon Press, 1954), p. 337.
6) Olivier, op. cit., pp. 23, 24.
7) ‘Lovell, toe. cit.
8 ) Olivier, op. cit., p. 38,
9) ‘Lovell, op. cit., p. 338.
10) Capen, quoted in editorial staff,” Great Leonic Meteor Shower of 1966,” Sky and Telescope, January, 1967, p. 6.
11) Ibid., p. 4.
12) Olivier, op. cit., p. 25. The author also notes on page 40: “It is very easy to overestimate the number of meteors.
13) Capen, op. cit., p. 6; “Leonids Fulfill Promise,” Science News, Nov. 26, 1966, p.453.

Artigo extraído da Adventist Review de 24 de novembro de 1983. Crédito da tradução, Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

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