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Archive for the ‘Dicas de leitura’ Category

O livro Na Mira da Verdade, fruto do programa televisivo da TV e rádio Novo Tempo, apresenta três seções que abordam (1) a apologética (defesa racional da fé), (2) alguns dos principais argumentos da Bíblia Apologética de Estudos, elaborados para refutar os adventistas, e (3) respostas a perguntas frequentes.
No capítulo sobre apologética, o jornalista, pós-graduado em jornalismo científico e mestrando em teologia Leandro Quadros demonstra biblicamente a importância da defesa da fé, como a apologética é utilizada no cenário brasileiro contemporâneo, oferece dicas para você agir num debate e argumentos para refutar a acusação de que o adventismo é uma “seita” herética.
Já no capítulo 2, são analisados alguns dos textos usados pelos adventistas e “reexplicados” pela Bíblia Apologética de Estudos, para que o leitor perceba que a referida Bíblia de Estudos apresenta sérias distorções quanto às doutrinas fundamentais das Escrituras.
E no capítulo 3, o leitor encontra uma série de respostas objetivas a alguns dos principais questionamentos apresentados pelos telespectadores e ouvintes do programa “Na Mira da Verdade”.
O volume 2 já está sendo preparado, mas, enquanto isso, você pode adquirir o Na Mira da Verdade (volume 1) pelo site www.leandroquadros.com.br. Acesse e conheça também o sumário do que é apresentado na obra. E, assim como muitos cristãos, incluindo pastores protestantes e líderes católicos e espíritas, conheça mais sobre as verdades bíblicas “que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3:15).
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Eu 1988 encontrei na casa de um amigo um livro sem capa, com várias páginas rasgadas. Peguei o livro e comecei a ler partes e vi que se tratava de uma obra evangélica, pois comentava partes da Bíblia. O meu interesse pelo livro começou quando vi nele passagens comentadas do Apocalipse e que de alguma forma faziam menção a Revolução Francesa.

O tempo passou e outras vezes peguei o livro para folhear. Como o livro ficava numa estante, meio desprezado, pedi-o para mim e a dona do livro o deu. Levei para casa e comecei a ler, o único problemas é que haviam páginas rasgadas e não conseguia completar a leitura, acabei deixando-o de lado, guardado em minha estante. Eu não sabia oque estava acontecendo, mas aquele foi o meu primeiro contato com uma obra de Ellen White, e o livro em mau estado que me chamou tanto  a atenção era o Grande Conflito. Quando descobri isso, tratei de encontrar uma edição completa. Hoje o tenho em mãos, a versão completa e condensada, e aqui em casa temos mais do que um.

O Grande Conflito é um livro maravilhoso, capaz de descerrar as profecias bíblicas com uma inteireza e precisão impressionantes. Nele entendemos que a história segue um curso traçado por Deus, e que os eventos que marcaram a história já estavam previstos nas profecias bíblicas. Embora muitos do meio evangélico saibam disso, poucos são capazes de explicar com exatidão as profecias, a maioria ficando apenas na perigosa zona da especulação.

A Bíblia mudou a minha vida, e o Grande Conflito me ajudou a compreender melhor esse livro maravilhoso que é a Palavra de Deus. No dia 24, nós Adventistas do Sétimo Dia teremos um encargo importantíssimo em mãos. Levar a versão condensada do livro O Grande Conflito para os lares de milhares de brasileiros. Assistam abaixo o que esse livro pôde fazer na vida de uma família, e descubra o que ele pode fazer na sua. Em breve a Esperança estará batendo à sua porta.

Visite o site http://www.agrandeesperanca.com.br/

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A Bíblia Sagrada não é apenas um livro; é uma verdadeira biblioteca, composta por 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. E muitos se enganam julgando que o único assunto abordado por ela é “religião”. Nela, aprendemos sobre a história do mundo antigo, com importantes detalhes do estilo de vida, dados demográficos, geográficos, costumes, valores morais, etc., não só do povo hebreu como de diversas nações ao seu redor.

O livro de Levítico é um verdadeiro compêndio da normatização, pelo próprio D’us, da forma de culto que Ele mesmo instituiu para que o povo pudesse cultuá-lo e, desse modo, firmasse uma aliança com Ele. O livro de Deuteronômio, por sua vez, volta a citar as leis que foram dadas ao povo hebreu conforme a narrativa de Êxodo, Levítico e Números, tanto que seu nome vem do grego e significa “repetição da lei”.

A Lei, conforme dada por D’us na Bíblia Sagrada, embora tida como ultrapassada ou mesmo invalidada por muitos, até hoje influencia o ordenamento jurídico de diversas nações do mundo, tanto que o “direito natural” é considerado, basicamente, o direito inerente e intrínseco dado por D’us ao ser humano, como relata o Apóstolo Paulo na Epístola aos Romanos, Capítulo 2, versículos 14 e 15.

“O Direito na Bíblia” é um livro multidisciplinar que transita entre o direito e a bibliologia. Do Gênesis ao Apocalipse, o autor, Regis Fernandes de Oliveira, Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor titular de Direito Financeiro na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), faz uma análise da narrativa bíblica, discorrendo sobre as infrações previstas nas normas jurídicas e respectivas sanções citadas no Código Penal, Código Civil, Constituição Federal, entre outros.

Vejamos um trecho do livro:

“Como fomos aprovados de D’us para que o evangelho nos fosse confiado, não como para agradar aos homens, mas a D’us que prova o nosso coração” (2,4). É independência religiosa e de ideias, bem como de credo religioso. Fala Paulo no direito ao trabalho, na partilha e esforços, para que ninguém seja pesado para outro. Assim, “trabalhando dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vós…” (2.9). Com tal comportamento, nãos e infringe alguns dos dispositivos do Código Penal (arts. 197 a 207), que cuidam dos crimes contra a organização do trabalho. (Página 157)

O autor faz uma série de considerações a respeito do texto bíblico para explanar seu conteúdo de acordo com o que é ensinado nos cursos jurídicos, atualmente, no Brasil, ou seja, ele mostra que a Bíblia Sagrada trata de crimes como roubo, assassinato, rapto, apropriação indébita, corrupção, entre tantos outros, destaca os referidos crimes em sua narrativa, fornece-lhes a devida definição jurídica e cita as ordenações jurídicas em que hoje se enquadram no direito brasileiro.

É um ótimo material para estudantes de direito e advogados que buscam conhecer mais a fundo a Bíblia de acordo com as suas perspectivas e conhecimentos da área do direito, e para teólogos, seminaristas e outros cristãos que procuram entender como a lei de D’us influencia a sociedade na esfera legal até o dias de hoje.



Título: O Direito na Bíblia
Autor: Regis Fernandes de Oliveira
Editora: Conceito Editorial
Páginas: 199
Onde Comprar: http://www.martinsfontespaulista.com.br

Fonte: Blogando a Palavra do meu amigo e irmão Kleber Pedroso.

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Por Michelson Borges

De vez em quando, pessoas me perguntam que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem bons livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. Para os que não creem, vale a pena lembrar as palavras do grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal: “Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” Independentemente de você crer ou não em Deus, de aceitar ou não a Bíblia e o criacionismo, aqui vai uma bibliografia básica sugestiva, numa ordem também sugestiva. Esses foram livros que “fizeram minha cabeça” e me ajudaram a enxergar o mundo sob a ótica criacionista (fui darwinista até meus 18 anos). Analise os fatos e tire você também suas conclusões. – Michelson Borges

Antony Flew, Um Ateu Garante: Deus Existe (Ediouro) – Flew é considerado o principal filósofo dos últimos cem anos (seu ensaio Theology and Falsification se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século 20) e passou mais de cinquenta anos defendendo o ateísmo. Filho de pastor metodista, ele sempre foi incentivado a buscar razões e explicações para as coisas em que acreditava. Tornou-se ateu, formou-se em Oxford, lecionou em universidades importantes, mas foi justamente a vontade de buscar a razão de tudo que o fez rever seus conceitos sobre a fé. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Flew conta como chegou a negar a Deus, tornando-se ateu. Na segunda, ele analisa os principais argumentos que o convenceram da existência do Criador. No fim, há dois apêndices preciosos: “O novo ateísmo” (no qual são analisadas as principais ideias de ateus como Dawkins e Dennett) e “A autorrevelação de Deus na história humana” (com argumentos sobre a encarnação e a ressurreição de Jesus Cristo). “Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser autoexistente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente”, testemunha Flew.

G. K. Chesterton, Ortodoxia (Mundo Cristão) – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem humorado, Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908 (essa nova edição da Mundo Cristão comemora o centenário da obra), Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.”

Viktor Frankl, A Presença Ignorada de Deus (Vozes/Sinodal) – Frankl fala de uma “fé inconsciente” e de um “inconsciente transcendental” que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição. “Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano”, garante Frankl. “Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. […] Somente a totalidade tripla torna o homem completo.” Para o psicanalista, “a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso ‘tem’ consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência”.

Nancy Pearcey, Verdade Absoluta – Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual (CPAD) – Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. Seu livro A Verdade Absoluta tem apresentação de Phillip Johnson, com quem ela tem colaborado em seminários sobre ciência, filosofia e fé. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga, que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

Norman Geisler e Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (Vida) – O livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Na página 20, os autores mencionam as “cinco perguntas mais importantes da vida”: (1) Origem: De onde viemos? (2) Identidade: Quem somos? (3) Propósito: Por que estamos aqui? (4) Moralidade: Como devemos viver? (5) Destino: Para onde vamos? Essas perguntas servem mais ou menos como balizas para todo o conteúdo, e os autores dizem: “As respostas a cada uma dessas perguntas dependem da existência de Deus. Se Deus existe, então existe significado e propósito para a vida. Se existe um verdadeiro propósito para sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver. As escolhas que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas também na eternidade. Por outro lado, se Deus não existe, então a conclusão é que a vida de alguém não significa nada. Uma vez que não existe um propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo em que se acredite, pois o destino de todos nós é pó.” Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda.

Lee Strobel, Em Defesa da Fé (Vida) – O jornalista Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologistas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, ele não é digno de adoração. (5) É ofensivo afirmar que Jesus é o único caminho para Deus. (6) Um Deus amoroso jamais torturaria pessoas no inferno [este é o único capítulo objetável]. (7) A história da igreja está repleta de opressão e violência. (8) Eu ainda tenho dúvidas, portanto não posso me tornar cristão.

(Publicarei mais sugestões de leitura em postagens futuras. – MB.)

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou sua própria versão de uma Bíblia de estudo, contendo comentários e anotações tipicamente adventistas. A Bíblia de Estudo Andrews, lançada pela Andrews University Press [Editora da Universidade Andrews], foi colocada à venda em 10 de junho e está programada apresentação durante a assembleia internacional mundial da denominação, em Atlanta, nste mês. A publicação usa a nova Versão King James, e inclui mais de 12 mil notas originais de estudo escritas por uma equipe internacional de eruditos adventistas. O volume inclui ferramentas de navegação, artigos, ajuda, referências cruzadas, mapas e um exclusivo sistema de referência interligado destacando os principais temas da fé cristã.

“Tudo isso é para fazer a leitura e compreensão da Bíblia mais acessível e mais fácil”, disse Niels-Erik Andreasen, presidente da comissão do projeto e deão da Universidade Andrews, de Berrien Springs, Michigan, que pertence à Igreja Adventista.

O projeto foi concebido em 2007 quando dirigentes da sede denominacional em Silver Spring, Maryland, discutiram se essa ferramenta promoveria o estudo da Bíblia entre seus membros e a comunidade. Citaram estudos mostrando que somente metade dos [16 milhões de] membros estuda regularmente a Bíblia. Pela mesma época, líderes também desenvolveram a campanha “Siga a Bíblia”, que por dois anos tem enviado uma grande Bíblia multilinguística ao redor do mundo, promovendo o estudo das Escrituras.

Andreasen declarou que os eruditos participantes da redação da nova Bíblia de estudo entenderam claramente que seu trabalho era escrever para leitores leigos. “Esta é uma Bíblia de Estudo prática que o leitor leigo pode realmente empregar para entender a profundidade das Escrituras”, ele disse. “Tentamos trazer luz e profundidade a nosso entendimento da verdade na Palavra de Deus.”

A Bíblia de Estudo Andrews leva o nome do pioneiro de missões adventistas, John Nevins Andrews, de quem tanto a universidade quanto a editora também obtiveram o seu nome.

O volume foi editado por Jon L. Dybdahl, professor-emérito de estudos bíblicos da Universidade Walla Walla, em consulta com o Instituto de Pesquisa Bíblica.

A edição de 17 de junho da Adventist Review está trazendo uma matéria também destacada na capa sobre a obra. Para mais informação ou para adquirir um exemplar, clique aqui e aqui.

(Portal Adventista)

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Estátua de Newton no Trinity College

Trabalhei durante 8 anos numa editora que tinha uma bela biblioteca, na verdade ainda tem. A biblioteca não era grande, e nem tinha tantos títulos, mas possuía um belo acervo para quem quisesse fazer pesquisa sobre religião. Foi nessa biblioteca que me deparei com um livro um tanto quanto intrigante, ele tratava das profecias de Daniel e de Apocalipse. Até aí nada de mais, já que muitos escritores já se debruçaram sobre esses livros, o que me chamou a atenção foi descobrir que o autor do livro era nada mais nada menos que Sir Isaac Newton. Isso mesmo, aquele mesmo Newton da história da maçã.

Que Newton (Woolsthorpe, 4 de janeiro de 1643 — Londres, 31 de março de 1727) foi um homem brilhante não resta dúvida. Ele assinalou o grau de refrangibilidade de cada um dos raios em que se decompõe a luz branca; possibilitou o emprego dos raios ultravioleta, por meio de um jogo de prismas; concebeu as leis da força centrífuga; inventou o telescópio de reflexão; descobriu o movimento de precessão dos equinócios; inventou o Cálculo Diferencial e concebeu a gravitação universal, sendo esse último o seu mais famoso feito. Newton é considerado por muitos como o maior físico da história, fato reconhecido até mesmo por Einstein e Stephen Hawking .

Mas o caráter religioso desse homem pouco é comentado, e poucos mesmo entre os crentes no evangelho conhecem esse lado de Newton. Porém, talvez isso mude um pouco agora, já que a editora Pensamento Cultrix está republicando o livro de Newton. O título “As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel” é bem apropriado e confere com o original “Observations upon the prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John”. Infelizmente os editores acrescentaram um subtítulo onde se lê “As raízes do código da Bíblia”, a intenção parece ser a de associar a obra de Newton ao livro “Código da Bíblia” do jornalista Michael Drosnin. Mas desde já eu afirmo que um livro nada tem a ver com o outro.

Título do livro a parte, o conteúdo é completo e respeita o original. Sem dúvida uma obra que todo Adventista do Sétimo Dia tem de ter, e tem de ler. Não com o propósito de entender melhor os símbolos proféticos (coisa que certamente acontecerá), mas para ter uma visão melhor da jornada que foi a busca pela compreensão das profecias bíblicas.

Abaixo segue um fragmento de texto do livro sobre as profecias de Daniel e Apocalipse escrito por ele. E na sequencia enumero algumas considerações a respeito deste:

“Ele (Deus) inspirou esta (do Apocalipse) e as profecias do VELHO TESTAMENTO, não para satisfazer a curiosidade humana, permitindo-lhe um prévio conhecimento das coisas, mas para que, depois de cumpridas, fossem interpretadas por meio do acontecimento e para que a Sua Providência, e não os intérpretes, fosse com isso revelada ao mundo. Pois a realização das coisas preditas com grande antecedência será um argumento convincente de que o mundo é governado pela Providência.

“Porque, assim como as poucas e obscuras profecias a respeito da primeira vinda de CRISTO serviram para estabelecer a religião cristã – que desde então todas as nações tem corrompido – assim as muitas e claras profecias a respeito das coisas que devem ser feitas para a segunda vinda de CRISTO não servem apenas para prever, mas para recuperar e restabelecer a verdade há muito tempo perdida e para instituir um reino em que habite a justiça.

“O acontecimento comprovará o APOCALIPSE e essa profecia, assim comprovada e compreendida, abrirá os velhos profetas, e todos juntos darão a conhecer a verdadeira religião e a estabelecerão. Porque aqueles que entendem os velhos profetas devem começar com isso, mas ainda não chegou o tempo de entendê-los perfeitamente. A principal revolução nelas profetizada ainda não passou. Nos dias em que se ouvir o sétimo anjo, quando ele tocar a trombeta, então o mistério de DEUS será consumado, conforme Ele o anunciou aos seus servos, os profetas. E então: A realeza do mundo passou agora para o nosso Senhor e seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

“Como já foi cumprida uma boa parte da profecia, todos que se derem ao trabalho de estudá-la verão exemplos suficientes da providência de Deus. Mas então, as revoluções usadas como sinais, previstas por todos os santos profetas, imediatamente desviarão o olhar dos homens para considerar as predições e interpretá-las abertamente. Até lá, temos que nos contentar com a interpretação daquilo que já foi realizado.

“Entre os interpretes dos últimos tempos, poucos não fizeram alguma descoberta que valha a pena conhecer e, então, me parece que Deus está preste a abrir esses mistérios. O êxito de outros leva-me a pensar. E se fiz algo de útil aos escritores do futuro, cumpri meu propósito.” ¹

Só por esse texto podemos ver todo o prestígio conferido pelo cientista ao último livro do Novo Testamento. Para ele suas profecias eram verdadeiras e possíveis de serem compreendidas, o que ia na contramão do pensamento até hoje em voga de que o Apocalipse é um livro encoberto. Esse trecho que destaquei de seu livro é muito interessante pelos motivos que se seguem.

1° – Newton destaca que um dos motivos de ser da palavra profética, e talvez o mais o importante deles, é revelar a providência de Deus. E de fato, quando o livro começa dizendo “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”, (Ap. 1:1) não está simplesmente dizendo que o objetivo do livro é revelar o futuro por revelar, mas diz que é uma revelação dada por Cristo, e o propósito de Cristo sempre foi revelar o Pai. Vejam o que Cristo diz em Mateus “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai: e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11:27). Cristo revelou o Pai em sua própria vida, pois Ele era o próprio Deus personificado, quando Felipe disse a Ele “Mostra-nos o Pai”, Jesus lhe respondeu “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? quem me vê a mim vê o Pai: e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14:8-9).

2º – As profecias a respeito da segunda vinda de Cristo tem por objetivo “recuperar e restabelecer a verdade há muito tempo perdida e para instituir um reino em que habite a justiça”. Por recuperar e restabelecer entende-se um trabalho de reforma religiosa. Não sei até onde ia o raciocínio de Newton mas o fato é que as atuais religiões corromperam o antigo cristianismo. Muitos dos marcos fundamentais foram abandonados e introduzidos em seu lugar costumes mundanos do paganismo. Por propósito em restabelecer a verdade entendemos que a Lei de Deus deve ser restabelecida. O papado fez uma brecha na Lei sagrada, introduziu um dia espúrio no lugar do santo sábado e aboliu o segundo mandamento que proíbe a idolatria.

Assim, a palavra profética é um guia para que o homem chegue ao conhecimento das verdades como elas são em Cristo. Por exemplo, quando João nos diz que no Santuário do céu está o Cordeiro que foi morto, ele está falando de Cristo, e quando ele nos diz que viu o Santuário aberto e contemplou a arca do concerto, então ele está falando da Lei de Deus. João não tem intenção aqui de ser subjetivo quando nos fala da arca do concerto, todos que leram os livros de Moisés sabem o que havia na arca, as duas tábuas de pedra contendo os dez mandamentos de Deus, mandamentos escritos pelo próprio Deus. Em suma, é a Lei de Deus aplicada à nova dispensação, sob a luz maior de Cristo.

3° – Newton declara que o Apocalipse comprovado e compreendido abriria os velhos profetas. Para ele partes das profecias antigas que diziam respeito ao tempo do fim não poderiam ser compreendidas sem primeiro se compreender o Apocalipse, ou partes dele. Principalmente tratando-se de Daniel, algumas de suas profecias não podiam ser nos seus dias, o próprio Gabriel disse a ele “tu, porém, cerra a visão, porque só daqui a muitos dias se cumprirá” (Dn 8:26). Isaac Newton compreendeu muito, tanto de Daniel como do Apocalipse, mas não foi capaz de interpretar tudo, e ele mesmo reconhecia isso, por isso ele diz “O êxito de outros leva-me a pensar. E se fiz algo de útil aos escritores do futuro, cumpri meu propósito”, o êxito de outros certamente o fazia pensar quais seriam as verdades ainda por se descobrir, Newton não se enche de vanglória, antes afirma que se o seu trabalho beneficiar os futuros intérpretes das profecias, para ele seria como se tivesse cumprido sua missão.

4° – Abrir os velhos profetas também nos chama atenção para outra coisa. Newton sabia que os livros da Bíblia se inter-relacionavam. Um livro complementava o outro, e isso não acontecia propriamente de forma linear. Um livro de um profeta tardio poderia complementar um profeta antigo e vice-versa. Por velhos profetas aqui se entende também o Velho Testamento com todos os seus costumes e ordenanças. Newton viu no Apocalipse um livro cheio e hebraísmos, linguagem mais que apropriada para os judeus da época. Constantemente o livro refere-se a um Santuário no céu, fala em castiçais, em pátio do Santuário, fala em medir o Santuário, fala em altar de incenso, altar de sacrifício, arca da aliança, e é bem sabido que tudo isso era uma referência a algo muito conhecido de todo judeu. Para que possamos compreender o livro de Apocalipse e Daniel, precisamos portanto compreender todos os rituais que diziam respeito a antiga dispensação, rituais referentes ao Santuário.

5° – “Me parece que Deus está prestes a abrir esses mistérios”, essa é uma frase muito interessante. Newton pressentia que novas verdades, ou novas nuances do Evangelho estavam para ser reveladas, e que justamente o estudo da profecia tornaria isso possível. O cientista viveu entre os séculos XVII e XVIII, um período muito agitado, que ainda vivia à sombra das perseguições eclesiásticas, fato esse que deve ter motivado Newton a seguir certas sociedades secretas (a Rosa-Cruz por exemplo), já que isso era uma forma de se precaver contra o perigo representado pelo clero papal. Os mistérios a que Newton se referia ainda estavam para ser elucidados, e vale lembrar aqui que seu livro foi publicado em 1733. O “tempo do fim” mencionado por Daniel só começou em 1798 com a prisão do Papa Pio VI, daí em diante deveria haver um avanço significativo em todas as áreas do saber. A ciência então “se multiplicaria”. E somente depois de 1798, segundo o livro de Daniel, é que as profecias seriam descerradas.

Foi em 1833, início do século XIX (cem anos após a publicação do livro de Newton), que uma luz maior começou a brilhar, luz essa baseada num simples, porém enigmático e abarcante, versículo do oitavo capítulo do livro de Daniel, “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Dn 8:14). Com isso deu-se aquilo que Newton disse que ocorreria “O acontecimento comprovará o APOCALIPSE e essa profecia, assim comprovada e compreendida, abrirá os velhos profetas, e todos juntos darão a conhecer a verdadeira religião e a estabelecerão.” A verdadeira religião seria conhecida de todos, e também seria estabelecida nesse mundo para o benefício de todos. Do movimento iniciado em 1833 surgiu o embrião do que seria a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Com certeza Newton não imaginava que as coisas caminhariam assim, mas ele chegou bem perto de descobrir.

Newton “fez da religião um estudo voluntário e, em todas as suas pesquisas e ações, mostrou o mesmo inflexível apego à Verdade e à Virtude”, essas palavras são de seu irmão, a testemunha mais próxima de seu trabalho. Diante do legado magnífico deixado por Newton, fica difícil duvidar das palavras de seu irmão. Quando Uriah Smith, um dos pioneiros da Igreja Adventista, começou a compor seus comentários sobre Daniel e Apocalipse, fez uso do opúsculo deixado por Newton, vez ou outra nos artigos de Smith vê-se citações de um certo Newton, e esse não era outro que o próprio em questão. Smith foi um dos “escritores futuros”, como disse Newton, que sorveriam e se beneficiariam da fonte de seu labor.

Se a vida de Newton foi de apego à Verdade e à Virtude até o fim de sua vida, então com certeza, um dia os salvos entreterão conversa com ele nas cortes celestiais. Lá o campo de estudos será vasto, as belezas das leis da física se mostrarão com toda a clareza para os ávidos estudantes dessa disciplina, como foi Newton. Mas a maior ciência de todas será aquela que chamamos aqui de soteriologia, a ciência da salvação. Caso Newton esteja lá (e eu espero que sim), e se nós também estivermos (também espero isso), então juntos aprenderemos do Grande Mestre, o Arquiteto do universo, que fez o tudo do nada, e que inspirou as palavras proféticas que lemos hoje.

Newton contribuiu para a obra. Cabe a nós continuarmos o trabalho dele, de William Miller, Uriah Smith, Tiago e Ellen White. Trabalho realizado por eles, mas não iniciado por eles, começou no céu, “antes da fundação do mundo”, e em breve será finalizado, aí então se dirá no céu que foi consumado o “mistério de Deus”. (Ap. 13:8; 10:7)

Emerson Freire

Bibliografia:

1 – NEWTON, Sir Isaac. As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel. São Paulo: Editora Pensamento-Cultrix Ltda. p. 180-181

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Ultimamente temos visto muitos sinais da volta de Jesus se cumprindo, dia a dia. Fome, doenças, terremotos, guerras, violência… são alguns dos muitos que se revelam diante de nós. Não há duvidas de que este dia não tardará.

Mas há uma profecia que também se cumpre em nossos dias, dentro da Igreja: o amor esfriando, os cuidados com as coisas deste mundo tomando conta de nossa mente, a mornidão e a pouca disposição para sair e pregar o Evangelho para quem ainda não conhece. Jesus, em Apocalipse 3:14-21, descreve as condições da Igreja neste dias em que vivemos, deixando uma mensagem de repreensão àqueles que se encontram mornos e indiferentes; mas também deixa uma mensagem de esperança para aqueles que decidirem comprar “o ouro refinado pelo fogo para enriquecer, vestes brancas para se vestir e colírio para ver”. E através do Espírito de Profecia, nos revela mais detalhes desse preparo que devemos ter para não sermos achados em falta.

Este blog tem como objetivo compartilhar estas mensagens que foram enviadas a nós, para que juntos, com muita oração e estudo, possamos vigiar e estar atentos aos enganos do inimigo de Deus, e nos preparar para pregar o Evangelho da salvação com poder. Que Deus nos ajude, nos preparando enquanto é tempo, e nos capacitando para receber o Seu Espírito em plenitude, que é a condição única para nos habilitar para o Céu. Que Ele nos conceda o ouro da fé e do amor, as vestes brancas da Justiça de Cristo, e o colírio do discernimento.

Sheila Nascimento

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